ESFÍNCTER

Nem todos têm um drama terrível em suas vidas. Mas Julieta tinha. E tinha todos os motivos para odiar o mundo, para não acreditar no homem e no amor e em todas estas baboseiras nas quais só pessoas românticas, como ela, acreditava. O diacho era que o destino insistia em colocar pedras no seu caminho, que ela desviava, até que fez algo terrível: ela matou um cara. Terrível, porque matar é terrível. O tipo merecia morrer. Este lero-lero não impressionava o delegado Juscelino que desejava conhecer o que havia por trás daquele cadáver, sem desconfiar que o segredo estava em sua sala.