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O detetive particular Bragança é um velhote porreta. Aliás, Ruy Renard de Bragança, que é ele um investigador de estirpe. Da estirpe dos grandes detetives.  E provoca estragos no sistema. O sistema corrupto que emerge do Centro Cívico de Curitiba para contaminar todo o Estado. Um Estado em que a corrupção, a partir do Palácio Iguaçu, avança pelo TJ (Tribunal de Justiça) e interfere até mesmo no crime organizado.  Em jornalismo sério existe uma norma: siga o dinheiro. O astuto Bragança sabe disso, não por ser um detetive, mas por ser personagem de Edilson Pereira, um jornalista calejado e repórter perspicaz que é.  Em “O cadáver do Verdugo Garcia”, o maior novelista policial do Paraná escancara na ficção a realidade que vivemos hoje nas araucárias. É só ver os escândalos no desgoverno Richa, no TJ, TC e outras esferas do poder.  Um livro porreta, de um cabra (para usar um termo tão ao gosto de Pereirinha) sensível que aproveita a ficção para, em meio a personagens cinematográficos, homenagear amizades antigas, como faz com Mara. A Sallai, uma gerrilheira do jornalismo paranaense. (Comentário de José Maschio, o Ganchão, em sua página no Facebook em 03/10/18).

Written by edilsonpereira